Metodologia Solution Selling aumenta vendas

26 de janeiro de 2012

Faça sua inscrição no curso promovido pela Assespro-MG

Em artigo publicado recentemente nesta coluna, tivemos a oportunidade de mostrar como a metodologia de vendas Solution Selling (criada por Mike Bosworth e Keith M. Eades) contribui de forma decisiva para a venda de soluções complexas. Hoje, nosso enfoque será nas etapas de identificação do problema e da apresentação da proposta, conforme estabelecido pela metodologia.

Os autores definem “Pain” como o conceito fundamental da metodologia. Esse termo pode ser entendido como algo que não é solucionado, que está errado ou com um desempenho abaixo do esperado.

Assim, o ponto de partida para o processo indicado pela metodologia é a descoberta da “Pain” do cliente. Essa pode se mostrar de duas formas distintas e isso levará a etapas diferentes dentro do processo, como veremos a seguir.

O cliente pode não ter reconhecido ainda a “Pain”, ou seja, convive com um problema sem ter consciência das dificuldades que ele traz. Em outras palavras, esse cliente não está procurando o que você tem para vender assim, demonstrar como sua oferta resolve o problema dele é um esforço completamente inútil.

Isso significa que você, como vendedor de soluções (e não de produtos), ajudará esse cliente na descoberta e reconhecimento dessa “Pain”. A partir desse momento, você se qualifica como alguém que ajudará o seu cliente a resolver esse problema recém descoberto.

Por outro lado, o cliente já pode ter reconhecido a “Pain” e estar ativamente procurando por uma solução para resolver esse problema específico (lembre-se que problemas empresariais são específicos e não genéricos). Ou seja, o cliente já sabe bem o que quer e não estará muito aberto para conversas sobre benefícios genéricos obtidos por outras empresas.

Sob esse aspecto, a sua atuação como vendedor de soluções deverá se concentrar em detectar a “Pain” verdadeira do cliente (e não a solução que ele está procurando). A chance dele comprar a sua solução (e não a dos outros concorrentes que ele já está olhando) estará na identificação de inconsistências entre a “Pain” admitida por ele e o escopo da solução que já está desenhada. Nessa hora, você também se qualificará como alguém de valor para o seu cliente.

Caso você não identifique inconsistências entre a “Pain” e o desenho da solução procurada pelo cliente, as únicas armas que você terá para batalhar pela venda, infelizmente, serão apenas preço e prazo, ou seja, redução de margens de lucro na sua venda.

Bem, então está claro que o primeiro passo, em qualquer das alternativas apresentadas acima, é a correta descoberta da “Pain” do cliente. Mas como isso pode ser feito de forma consistente com seu objetivo de vendas? Para isso, a metodologia oferece a ferramenta chamada de “diagrama de 9 blocos”. Veremos a seguir um resumo dessa poderosa ferramenta.

O grande dilema da maioria dos vendedores de soluções business-to-business (B2B) é: o que e como perguntar para o cliente para obter as respostas certas que orientarão claramente as estratégias da venda. Assim, o “diagrama de 9 blocos” é uma matriz composta de três linhas e três colunas, contendo a sequência correta de perguntas a serem feitas para o comprador.

As linhas dessa matriz estarão organizadas da seguinte forma: na primeira linha estarão as perguntas abertas, na segunda linha estarão as perguntas de controle e na terceira linha estarão as perguntas de confirmação. Assim, você tem elementos para “abrir a boca” do cliente, para garantir que a informação tenha consistência e que você realmente entendeu o que o cliente disse. Alguns vendedores acham que é errado mostrar que não entenderam o que o cliente explicou e fazem “cara de inteligente”! Depois não sabem o que colocar na proposta.

A primeira coluna dessa matriz (obedecendo a estrutura de linhas descritas no parágrafo anterior) deverá conter as perguntas para diagnosticar as razões da “Pain”, a segunda para explorar os impactos em outras áreas da empresa (a “Pain” flui pela organização) e a terceira para visualizar o que pode ser feito para resolver o problema.

Tente montar essa matriz, organizando as nove perguntas (blocos), numerando na sequência vertical de cima para baixo, tendo como ponto de partida alguma oferta da sua empresa. Veja como a próxima reunião de vendas pode ser muito mais objetiva em termos de informações para elaboração da proposta para o cliente, mesmo que você ainda não utilize todos os artefatos da metodologia Solution Selling.

Uma vez que essa matriz tenha sido bem montada e bem conduzida na conversa com o cliente, você transformará a identificação da “Pain” na visão de compra do cliente, ou seja, agora podemos falar em “venda de solução”.

O próximo passo indicado pela metodologia, uma vez que a “Pain” está corretamente identificada, é garantir que a negociação será feita com quem possa “assinar o cheque para você”. Entretanto, em boa parte das vendas B2B o processo de vendas é iniciado ou fortemente influenciado por profissionais com experiência técnica que apoiam a decisão final da empresa mas que efetivamente não possuem poder de decisão.

Para isso, você deve identificar quem fornece informação detalhada sobre o problema e a empresa, conduz o processo internamente na organização e pode possibilitar o acesso ao tomador de decisões. O termo utilizado no Solution Selling para esse tipo de profissional é “Sponsor”.

Uma vez identificado o “Sponsor”, esse colaborador deverá levá-lo até o profissional que tem influência (ou poder) suficiente para obter o que deseja, que pode andar por qualquer lugar na organização sem restrições e pode negociar os passos que levam a uma decisão de compra (identificado como “Power Sponsor”).

Assim, a partir do momento que você tem em mãos a solução (e não o produto) para o problema específico do cliente, o relacionamento correto com os influenciadores da decisão de compra e com os decisores finais da organização, podemos afirmar que suas chances de colocar uma proposta vencedora e com margens de lucro adequadas para sua empresa, aumentam significativamente.

(Wilson Caldeira é presidente do Comitê de Marketing da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação de Minas Gerais – Assespro-MG, pós-graduado em Marketing pela FGV e em Gestão pela FDC. Sócio-diretor da Caldeira Marketing, atuando como consultor na área de marketing e vendas para a área de TI).

Capacitação - Caldeira ministrará o curso: “Metodologia Solution Selling – como vender soluções, na Assespro-MG, no dia 9 de fevereiro (quinta-feira), de 9h às 18h. A Associação está localizada na avenida Afonso Pena, nº 4.000, loja 1. Na oportunidade, será apresentada a ferramenta de vendas que possibilita ao vendedor de uma empresa de TI capturar as necessidades específicas de seu cliente e transformá-las em uma solução de negócios. Informações: (31) 2514-0200 ou ariane@assespro-mg.org.br.

Matéria publicada no dia 24 de janeiro de 2012 na coluna Minas tem TI, do jornal Diário do Comércio.

Roberto Carlos Mayer assume a presidência da ALETI

26 de janeiro de 2012

Convergência Digital

O vice-presidente da Assespro-SP (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo),  Roberto Carlos Mayer, assume a presidência da Federação Ibero-Americana de Entidades de Tecnologia da Informação (ALETI).  A instituição congrega entidades de 19 países.

A escolha de Mayer é fruto da intensa atividade desenvolvida na ALETI desde a época que ele era presidente da Assespro-SP, trabalho que também influenciou fortemente, por exemplo, o novo Estatuto da ALETI, para o qual foram transferidos diversos valores da Assespro. “A eleição representa o comando do Brasil em uma instituição internacional. Em nível global, a liderança do Brasil abrirá portas para o conjunto de países membros, dado o alto grau de visibilidade de nosso país, integrante dos BRICs”, afirma Mayer.

De acordo com do novo presidente da ALETI, a estratégia básica de atuação será reproduzir o sucesso da Assespro Nacional como federação das entidades Regionais, responsável pelo relacionamento com os órgãos do governo federal e de entidades internacionais. “Pretendemos que a ALETI seja o canal institucional para que as associações nacionais dos países membros tenham acesso a instituições internacionais, como as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a União Europeia, entre outras”, ressalta.

Entre as demais propostas do executivo para os próximos dois anos de mandato estão: estimular o intercâmbio comercial e tecnológico entre as TICs dos países pertencentes à entidade e a criação de uma área de livre comércio para o setor de TIC na América Latina. “Talvez esta meta seja utópica, mas qualquer pequeno passo que conquistarmos nessa direção, será de grande benefício para todas as empresas da região”, finaliza Mayer.

Assespro-MG emite certidões para empresas associadas

26 de janeiro de 2012

A Assespro-MG disponibiliza aos seus associados o serviço de emissão de certidões. Os documentos qualificam as empresas, seus produtos e serviços em licitações e concorrências junto a órgãos públicos.

A Associação emite os seguintes tipos de certidões:

Certidão de Associado;

Certificação de Exclusividade de Titularidade e Comercialização;

Certidões Especiais (texto específico para um determinado processo licitatório);

Certificação de Origem do Produto ou Índice de Nacionalização.

Os interessados em utilizar o serviço precisam entrar em contato com a secretaria da Assespro-MG, no (31) 2514-0200 ou por meio do e-mail ariane@assespro-mg.org.br

Cenibra estende o uso do PortalSIM em busca da efetiva Gestão por Resultados

26 de janeiro de 2012

Ludmylla Soares – Analista de Comunicação da Siteware

A Cenibra decidiu ampliar a suíte do PortalSIM e implantou os módulos Gestão da Performance e Solução de Problemas, com o intuito de otimizar o gerenciamento das metas anuais, fundamentadas nos objetivos estratégicos, e o tratamento de eventuais desvios. Desde 2004, a Cenibra é cliente Siteware, utilizando o Sistema de Grupos de Melhoria.

Em 2011, a Cenibra foi eleita a Melhor Empresa do Setor de Papel e Celulose, na premiação Melhores e Maiores, realizada pela Revista Exame, a partir da análise de dados de mais de 3.000 corporações. O critério de avaliação do sucesso é uma comparação entre os resultados obtidos em termos de crescimento, rentabilidade, saúde financeira, participação de mercado e produtividade por empregado.

A transparência e o esforço em oferecer informações mais precisas são fatores de excelência organizacional. Na Cenibra, a utilização de planilhas para a gestão de indicadores e o controle orçamentário revelou-se um empecilho na condução das reuniões de rotina, estratégicas e de análise crítica. A diversidade de planilhas ocasiona a dispersão de informações, o retrabalho no input de dados, a proliferação de versões e, principalmente, a falta de integração entre áreas.

A adoção de soluções para facilitar a gestão estratégica e a busca pela melhoria contínua dos processos, a partir do ciclo PDCA e, ainda, a padronização, por meio do SDCA, tornou-se premente, visando assegurar a efetiva implantação do Gerenciamento pelas Diretrizes e da Rotina Diária na Cenibra.

O coordenador de Infraestrutura e Telecom, Miguel Antunes, esclareceu que a Request for Proposal (RFP), enviada aos potenciais fornecedores, continha, além do investimento e aderência às metodologias GPD e GRD e Balanced Scorecard (BSC), os seguintes critérios de avaliação:

  • flexibilidade e autonomia da ferramenta para cadastro das informações necessárias;
  • prazo de implantação;
  • interface gráfica simples e intuitiva;
  • possibilidade de extração de dados de outros sistemas utilizados na organização.

Além dos critérios avaliados, o PortalSIM destacou-se em virtude da maleabilidade no desdobramento dos indicadores em múltiplos níveis, do vínculo estabelecido entre as ações de tratamento e as metas não atingidas, a partir da integração entre os módulos, e da centralização de comentários e documentos relacionados aos indicadores.

A Cenibra utiliza o Sistema de Grupos de Melhoria do PortalSIM, há aproximadamente oito anos, para disseminação de projetos de CCQ. Recentemente, o Grupo Criativo conquistou o terceiro lugar na XX Convenção Mineira de Círculos de Controle da Qualidade, promovida pela União Brasileira para a Qualidade (UBQ-MG), com a apresentação do projeto “Água Boa”.

Sobre a Cenibra

Localizada no leste de Minas Gerais, a Cenibra é uma das maiores produtoras mundiais de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto, utilizada na fabricação de papéis. Em 2001, a Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development Co. (JBP) – um consórcio de empresas japonesas – assumiu o controle acionário da empresa. A capacidade atual é de 1,2 milhão de toneladas de celulose ao ano. A expectativa é duplicar a capacidade produtiva, em função do aquecimento do mercado de celulose, impulsionado pela China.

Como reduzir o consumo de energia dos PCs

26 de janeiro de 2012

Estudo da Ovum revela que as empresas podem obter redução de até 40% no consumo, usando tecnologias adequadas para esse fim

COMPUTERWORLD (EUA)

Os departamentos de TI estão perdendo oportunidades importantes de economizar energia. O principal fator são receios de que as soluções de consumo de energia dos PCs possam perturbar as principais operações de TI na empresa, de acordo com a consultoria Ovum.

No estudo “Selecting a PC Power Management Solution Vendor”, a consultoria revela como as organizações podem obter, em média, economias no consumo de energia até 40% com o uso adequado de soluções para esse fim. Isso equivale a uma economia anual de 380 kWh, ou seja, de 586 quilos de CO2 por PC, poupando às organizações 36 dólares por PC, anualmente.

Os números são baseados na avaliação da Ovum de 11 soluções de gestão de consumo energético, englobando as da 1E, Dell KACE, IBM Lumension, Verismic, entre outras. “Com o custo da eletricidade subindo e o aumento da pressão sobre as organizações para que implantem iniciativas de sustentabilidade, as soluções em questão podem ser uma forma eficaz de reduzir o consumo de energia e logo, os custos operacionais”, defende Rhonda Ascierto, analista sénior da Ovum e autor do estudo.

As soluções de gestão de consumo energético dos PC podem também ajudar as empresas a responderem às crescentes expectativas de acionistas e consumidores – no sentido de gerirem os negócios de uma maneira ambientalmente responsável, acrescenta a Ovum. As soluções de gestão de consumo energético de PC apresentam relatórios avançados passíveis de serem incorporadas em programas mais amplos de sustentabilidade das empresas.

Contudo, há receios importantes entre os responsáveis de TI. “Existe uma desconfiança geral entre os departamentos de TI e um receio quanto à possibilidade de as soluções de gestão de energia pertubarem as principais operações de TI”, revela Ascierto. ”Mas isso é um equívoco: nenhuma das soluções de gestão de energia analisadas para o estudo tem impacto na manutenção ou outros processos de TI.”

Algumas empresas estão também muito dependentes de tecnologias de economia de energia já incorporadas nos desktops. Muitas vezes são inadequadas, adverte a Ovum, por não conseguirem resolver o problema da “insônia dos PCs”: o fenômeno ocorre quando uma máquina se torna incapaz de desligar ou mudar para um modo de consumo de energia.

“Deve haver um enfoque em soluções capazes de proporcionar resultados mensuráveis e acionáveis, incentivadores da participação dos funcionários”.

Sete verdades sobre consumerização da TI

26 de janeiro de 2012

Sejam quais forem as razões da TI para manter o controle sobre a tecnologia da empresa, não se deve impedir o uso de dispositivos pessoais.

COMPUTERWORLD (EUA)

Os usuários corporativos de TI deixaram de ser ignorantes sobre tecnologia, muitos são até fascinados pelas mesmas. Por outro lado, as ferramentas tradicionalmente posicionadas para o mercado de consumo são muitas vezes superiores às voltadas para uso profissional. Eles estão usando cada vez mais dispositivos móveis, serviços de cloud computing, redes sociais e outras ferramentas de software. Mas há implicações boas e más para a capacidade de resposta, produtividade, gerenciamento e segurança das empresas. É o fenômeno chamado de consumerização.

Nesse cenário, vale a pena rever sete aspectos na estratégia para lidar com a tendência da consumerização da TI.

1- Não se consegue pará-la: Seja quais forem as razões levantadas pelas TI para manter o controle sobre a tecnologia da empresa, isso não importa. Os usuários estão escolhendo usar a sua própria tecnologia, e não é porque sejam fãs incapazes de se conterem face a uma marca. A tendência de consumerização é incontrolável e fundamentada em necessidades de negócio das empresas. O problema não é saber como barrar a tendência, mas perceber como fazer para trabalhar nessa realidade.

2- É realmente uma questão de gestão: A consumerização de TI exige fundamentalmente empregados de confiança, sem tentar programá-los para comportamentos cristalizados ao restringir a adoção de tecnologias. Saber em quem confiar para aquilo que é, em última análise, uma questão de gestão – explorando a paixão e a capacidades das pessoas – acaba por excluir os funcionários, incapazes de demonstrar discernimento e merecer confiança.

Da mesma forma, adotar uma atitude mais ponderada sobre os riscos permitidos e flexíveis é uma questão de gestão impossível de resolver com a tecnologia. A consumerização das TI afeta os negócios e a gestão de TI da mesma forma.

3- Fazer gestão de dispositivos é um bom primeiro passo: Embora a consumerização abranja dispositivos móveis, serviços de cloud computing, aplicações de desktop, e redes sociais, é bom começar com os dispositivos, dado essas plataformas virem com componentes de API, capazes de suportar uma abordagem baseada em políticas para acesso e gestão da informação. Além disso, os principais casos de adoção são relativos ao acesso a plataformas de e-mail.

Associar os dispositivos ao sistema de permissões de acesso (como o Active Directory) será uma medida de segurança natural. Mas, claro, a gestão de dispositivos móveis deve incluir o dispositivo em si, a rede, as aplicações, o acesso e a gestão da informação – são aspectos que devem contar também para dispositivos fixos.

4- Legislação sobre propriedade da informação é instável: Embora se possa ter a certeza de que as informações transmitidas por meio de contas de e-mail e outras pertencentes às empresas, são propriedade das organizações. Mas as leis são menos claras sobre a informação transmitida pelas contas de funcionários e redes sociais, mesmo durante o trabalho. A forma como as leis e decisões judiciais começam a dar uma melhor forma às regras exige acompanhamento de proximidade.

5- Participação em redes internas não pode ser decretada: Ao perceberem o sucesso do Twitter e do Facebook, muitas empresas implantam plataformas internas sobre as quais incentivam a construção de uma comunidade. O problema é que as abordagens decretadas não encorajam a constituição de comunidades construtivas, nem as tecnologias normalizadas e inflexíveis. As redes sociais precisam ser nutridas nas suas muitas formas. Além disso, é preciso confiar nas pessoas para poder criar um ambiente vibrante, comunidades visíveis capazes de serem embaixadores da organização.

6- Experiência do utilizador não pode ser defraudada: Muitas aplicações internas e empresariais têm interfaces de usuários pobres, proporcionando más experiências. Segundo o CIO da SAP, Oliver Bussman, isso vai deixar de acontecer: os usuários têm agora aplicações pessoais e serviços, que aumentam suas expectativas. Os departamentos de TI e programadores nas empresas precisam ser muito sensíveis em relação às interfaces, e à possibilidade de os usuários migrarem para aplicações e dispositivos externos se as tecnologias das empresas falharem. Os departamentos de TI devem prever maiores gastos de tempo e esforço em questões relacionadas à experiência do usuário.

7- A concorrência já está a trabalhar sobre o assunto: Apesar das preocupações sobre segurança e gestão da informação serem legítimas, muitas empresas estão percebendo o potencial de permitir que os empregados usem dispositivos móveis pessoais para trabalhar, usufruam de serviços de cloud computing, redes sociais e aplicações de desktop especiais. Assim, estão forjando esforços para suportar a consumerização, aprender a equilibrar a segurança com a disponibilização de recursos.

Praia da Estação

26 de janeiro de 2012

praia da estação

Sou BH

Aos sábados, a Praça da Estação de Belo Horizonte será palco da Praia da Estação. Nas edições que antecedem o Carnaval haverá o ensaio coletivo de marchinhas dos blocos carnavalescos de Belo Horizonte.

O movimento nasceu como uma divertida forma de protesto e reivindicação de uso dos espaços urbanos da cidade para produzir arte, cultura e diversidade. A ideia é produzir a festa coletivamente, para tanto os organizadores incentivam o público a levar instrumentos musicais e, claro, usar roupa de banho ou fantasia.

Praia da Estação
Data: Até 11 de fevereiro (somente aos sábados)
Horário: 14h
Local: Praça da Estação
Endereço: Av. dos Andradas, 217-301 – Centro
Valores: Evento Gratuito

BH Jazz Festival

26 de janeiro de 2012

Jazz

Sou BH

Domingo, dia 29 de janeiro, das 13 às 22 horas, Belo Horizonte recebe a segunda edição do BH Jazz Festival. O evento acontece na Praça da Liberdade e terá em sua programação respeitados nomes do jazz nacional e internacional. A entrada é franca.

Na programação, dez atrações vão se revezar nos palcos, levando para a plateia o melhor dos acordes do blues, jazz e da MPB. Dos músicos internacionais, estão confirmados o americano Donny Nichilo, mestre do piano que já tocou com lendas vivas, como o guitarrista Carlos Santana e o Rolling Stone – Ron Wood; e a banda argentina Escalandrum, que tem à frente um dos nomes mais representativos do jazz argentino contemporâneo, Daniel ‘Pipi’ Piazzolla.

Para as trações nacionais, foram convidados – Celso Blues Boy, virtuoso guitarrista brasileiro, Fernando Sodré, que vai mostrar porque sua viola caipira ultrapassa e abrange a sonoridade de muitos estilos, Toquinho, músico com 42 anos de carreira que sabe unir técnica e sensibilidade, popular e erudito em sua aquarela de sons e harmonia, e Túlio Mourão, que vai apresentar músicas de seu vasto repertório.

O festival conta também com Ricardo Silveira, considerado um dos mais importantes músicos brasileiros, as duplas Duofel, conhecidos por terem criado uma nova linguagem para o violão brasileiro, e Duo SoaresCastro, revelações da música instrumental mineira. Outro ponto alto da noite será a presença de Yamandu Costa, considerado uma referência mundial quando se fala em interpretação de música brasileira, explora todas as possibilidades do violão de sete cordas, renovando antigos temas e apresentando composições próprias de intenso brilho.

BH Jazz Festival
Data: 29 de janeiro
Horário: 13 às 22 horas
Local: Praça da Liberdade
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 1500
Valores: Entrada Franca
Informações: www.artbhz.com.br

Assespro-MG promove o curso Metodologia Solution Selling – como vender soluções

19 de janeiro de 2012

A Assespro-MG realizará no dia 9 de fevereiro (quinta-feira), de 9h às 18h, o Curso: Metodologia Solution Selling – como vender soluções. Na oportunidade, será apresentada a ferramenta de vendas que possibilita ao vendedor de uma empresa de TI capturar as necessidades específicas de seu cliente e transformá-las em uma solução de negócios. A aula será expositiva com exercícios para aplicação prática dos conceitos.

A capacitação é voltada para diretores, gestores e profissionais atuantes nas áreas de Marketing e Vendas de empresas de TI. Wilson Caldeira será o instrutor do curso. O profissional é pós-graduado em Marketing pela FGV, em Gestão pela Fundação D. Cabral e Ciência da Computação pela UFRJ. Sócio-diretor da Caldeira Marketing, atuando como consultor na área de Marketing e Vendas para a área de TI. É professor de cursos de pós-graduação na PUC MG, Newton Paiva e IETEC. Além disso, é presidente do Comitê de Marketing da Assespro-MG, Diretor da Assespro-MG e da Fumsoft.

Curso Metodologia Solution Selling – como vender soluções
Data: 9 de fevereiro de 2012 (quinta-feira)
Horário: De 9h às 18h
Local: Assespro-MG – Av. Afonso Pena, 4000/loja 1 – Mangabeiras – Belo Horizonte – MG
Investimento: R$ 360 (associado), R$ 420 (associado Fumsoft, Sindinfor e Sucesu) e R$ 480 (não associado)
Informações: (31) 2514-0200 ou ariane@assespro-mg.org.br

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Esclarecimentos sobre as contribuições previdenciárias das empresas de TIC

19 de janeiro de 2012

Ato Declaratório Interpretativo nº 93/2011

Como de conhecimento comum, a Lei 12.546/2011 alterou a base de cálculo e alíquota das contribuições destinadas à seguridade social, devidas pelas empresas de tecnologia da informação (TI) e tecnologia da informação e comunicação (TIC).

A partir de 1º de dezembro de 2011 até 31 de dezembro de 2014, as empresas com atuação nos serviços elencados no Artigo 14, parágrafo 4º e 5º, da Lei 11.774/2008, passarão a recolher 2,5% (dois e meio por cento) sobre a receita bruta a título de contribuição à seguridade social (patronal), ao contrário dos usuais 20% (vinte por cento) sobre a folha de pagamento.

Ressalte-se que a alteração acima contempla exclusivamente as contribuições previstas nos Artigo 22, incisos I e III, da Lei 8.212/91 (patronal), permanecendo inalterados os demais recolhimentos previdenciários e encargos sociais, a exemplo do FGTS, a contribuição a cargo do empregado, o RAT/SAT, as contribuições a terceiros (entidades serviço social autônomo), dentre outros.

Estas alterações, contudo, não foram devidamente regulamentadas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, o que motivou inúmeros questionamentos por parte das empresas com atuação neste segmento.

Apresento a seguir o questionamento mais recorrente: uma empresa tem atuação parcial nos serviços elencados no Artigo 14, parágrafo 4º e 5º, da Lei 11.774/2008, mas também em outros serviços não considerados como de tecnologia da informação (TI) e tecnologia da informação e comunicação (TIC). Neste caso, como ficaria o recolhimento da contribuição à seguridade social?

Esta pergunta pode ser respondida mediante uma análise do Artigo 7º, parágrafo 3º, incisos I e II, da Lei 12.546/2011, que assim dispõe:

“parágrafo 3º – No caso de empresas de TI e de TIC que se dediquem a outras atividades, além das previstas no caput, até 31 de dezembro de 2014, o cálculo da contribuição obedecerá:

I – ao disposto no caput quanto à parcela da receita bruta correspondente aos serviços relacionados no caput; e

II – ao disposto nos incisos I e III do art. 22 da Lei no 8.212, de 1991, reduzindo-se o valor da contribuição a recolher ao percentual resultante da razão entre a receita bruta de atividades não relacionadas aos serviços de que trata o caput e a receita bruta total.”

Conforme dispositivos acima, as empresas com atuação parcial nos serviços de TI e TIC, mas também em outros serviços, deverão adotar a seguinte regra de proporção:

(i) a receita bruta correspondente aos serviços de TI e TIC será tributada segundo a alíquota de 2,5% (dois e meio por cento);

(ii) a folha de pagamento será tributada segundo o percentual de 20%. Mas o resultado obtido deverá ser reduzido de acordo com a proporção existente entre a receita bruta dos serviços não considerados como de TI e TIC; e a receita bruta total da empresa.

Para melhor entender esta proporção, vamos ao seguinte exemplo: uma empresa faturou R$ 100.000,00 (receita bruta total). Deste valor, R$ 70.000,00 (70%) corresponde a serviços de TI e TIC; sendo os demais R$ 30.000,00 (30%) correspondentes a outros serviços, de natureza distinta. Esta mesma empresa possui uma folha de pagamento mensal no importe de R$ 20.000,00 (vinte mil reais). Com isso, temos a seguinte tributação:

(i) A receita bruta de R$ 70.000,00, correspondente aos serviços de TI e TIC, será tributada segundo a alíquota de 2,5%, o que totaliza R$ 1.750,00 a recolher;

(ii) A folha de pagamento de R$ 20.000,00 será tributada segundo o percentual de 20%, totalizando R$ 4.000,00. Estes R$ 4.000,00, contudo, serão reduzidos a 30% (percentual correspondente à receita bruta de outros serviços, não considerados como de TI e TIC), o que totaliza R$ 1.200,00 a recolher (30% de R$ 4.000,00).

(ii) Com isso, o total a recolher será de R$ 2.950,00 (R$ 1.750,00 + R$ 1.200,00).

Para esta apuração, contudo, o Sistema Empresa de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (Sefip) ainda não se encontra devidamente atualizado, motivo pelo qual a Secretaria da Receita Federal do Brasil publicou, no dia 19.12.2011, o Ato Declaratório Interpretativo nº 93/2011.

Este Ato Declaratório esclarece que, quando da prestação de informações no Sefip, os valores relativos à Contribuição Previdenciária Patronal calculados pelo Sefip (demonstrados no “Comprovante de Declaração das Contribuições a Recolher à Previdência Social” nas linhas “Empregados/Avulsos” e “Contribuintes Individuais”) deverão ser somados e lançados no Campo “Compensação”. Para as empresas de “call center”, esta orientação aplica-se apenas a partir de 1º de abril de 2012.

E ainda, este Ato Declaratório esclarece que, a partir de 1º de abril de 2012, quando da prestação de informações no Sefip, a diferença entre o valor relativo à Contribuição Previdenciária Patronal calculados pelo Sefip (demonstrados no “Comprovante de Declaração das Contribuições a Recolher à Previdência Social” nas linhas “Empregados/Avulsos” e “Contribuintes Individuais”), e o valor apurado conforme o disposto no inciso II do parágrafo 3º do art. 7º da Lei nº 12.546, de 2011, deverá ser informada no campo “Compensação”.

E também, o Ato Declaratório esclarece que a GPS gerada pelo Sefip deverá ser desprezada, devendo ser preenchida GPS com os valores efetivamente devidos sobre os fatos geradores declarados em GFIP.

E os relatórios gerados pelo Sefip (”Relatório de Valor de Retenção”, “Relatório de Compensações” e “Relatório de Reembolso”) devem ser desprezados, devendo ser mantidos apenas demonstrativos de origem do crédito para fins de fiscalização e/ou pedido de reembolso/restituição/compensação.

Ademais, este Ato Declaratório recomenda que as contribuições à seguridade social calculadas segundo a nova sistemática deverão ser recolhidas através de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), utilizando-se do código 2985 (para Contribuição Previdenciária Sobre Receita Bruta – Empresas Prestadoras de Serviços de Tecnologia da Informação – TI – e Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC) ou 2991 (para Contribuição Previdenciária Sobre Receita Bruta – Demais).

(Paulo Henrique da Silva Vitor, assessor jurídico da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação de Minas Gerais – Assespro-MG; advogado; consultor jurídico e tributário; sócio fundador da Silva Vitor & Advogados Associados.)

Matéria publicada no dia 17 de janeiro de 2012 na coluna Minas tem TI, do jornal Diário do Comércio.